terça-feira, 20 de maio de 2014


  Gestão Democrática e Projeto Pedagógico

  As mudanças vividas no Brasil em termos econômicos, sociais e culturais devido intercâmbio quase imediato de conhecimentos e padrões sociais e culturais, através das novas tecnologias da comunicação, entre outros fatores, têm provocado uma nova atuação na organização das políticas públicas, por meio de um movimento de repasse de poderes e responsabilidades dos governos centrais para as comunidades locais. Na educação, esse movimento se resume pelo Projeto Politico Pedagógico (De que modo oportunizar a participação da comunidade educativa, a partir da diversidade dos diferentes atores sociais). Na sociedade que vivemos hoje é quase impossível conquistar qualidade de ensino sem democracia na escola.

     A cada ano que passa aprimoramos mais o nosso PPP, e percebemos que quanto maior a participação da comunidade na elaboração do mesmo, melhor fica a qualidade de nossa escola, pois a escola precisa ter uma identidade com a comunidade local, e com o ideal de educação segundo pais e alunos. O PPP nunca será completamente terminado, pois vivemos em um mundo em constante transformação, transformação essa que fica cada vez mais rápida.

  Esta proposta está presente hoje em praticamente todos os discursos da reforma educacional no que se refere à gestão, constituindo um "novo senso comum", seja pelo reconhecimento da importância da educação na democratização, regulação e "progresso" da sociedade, seja pela necessidade de valorizar e considerar a diversidade do cenário social, ou ainda a necessidade de o Estado sobrecarregado (Barroso, 2000) "aliviar-se" de suas responsabilidades, transferindo poderes e funções para o nível local.


segunda-feira, 31 de março de 2014

Plano de Aula

Proposta de Intervenção

  1. Título – Exercitando e brincando

  1. O objetivo da proposta.

  • Contemplar a cultura do movimento
  • Trabalhar os jogos populares
  • Melhorar o condicionamento Físico

  1. Publico Alvo.

Alunos do 6º Ano do ensino fundamento, de sala com aulas com algum tipo de deficiência que dificulte a locomoção

  1. O desenvolvimento da atividade. Detalhe como ela será desenvolvida, o tempo previsto para seu desenvolvimento e os materiais que serão utilizados.

Trabalhar os jogos de pega-pega, corda e queimada.
Nessas três atividades serão utilizados materiais para criar uma situação de deficiência nos alunos não deficientes, para que os mesmo entendam as dificuldades dos colegas.
Alguns alunos terão os pés amarrados com elástico e outros terão um dos braços imobilizados de uma forma que todos tenham dificulte a locomoção.
A atividade será realizada em duas aulas, a primeira para atividade pratica e a segunda para reflexão.

  1. Quais resultados esperados.

  • É esperado que os alunos percebam a dificuldade das pessoas nos exercícios que necessitam de uma locomoção rápida e apurada.

  • Perceber como fazer uma atividade com limitações aumentam a fadiga.



terça-feira, 25 de março de 2014

Obesidade e deficiência física

Obesidade: risco também para pessoas com deficiência

A quantidade de pessoas com excesso de peso aumenta em todo o mundo e esse número chega a ser duas ou três vezes maior entre pessoas com deficiência.
Foto mostra uma barriga grande de pessoa com uma fita métrica
Daniel Limas, da Reportagem do Vida Mais Livre
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Site externo.divulgou, no segundo semestre de 2010, pesquisa que mostra que metade da população adulta do País (a partir de 20 anos) está acima do peso. No entanto, não existem estatísticas que indiquem se estes dados são maiores ou menores na população com deficiência – o que se sabe é que algumas deficiências ou algumas doenças acarretam mais chances de desenvolver a obesidade.

Em países como os Estados Unidos, a obesidade já vem sendo tratada como epidemia. No Brasil, essa mesma pesquisa do IBGE indicou que o excesso de peso em homens subiu consideravelmente, de 18,5% para 50,1%, em 2008-09, e o das mulheres, que era de 28,7%, foi para 48%. “Os índices de obesidade têm aumentado em todo o mundo, e não é diferente no Brasil. Inclusive, os indicadores apontam para o crescimento de obesos, não só entre adultos, como também no grupo de crianças e adolescentes. Atualmente, muitos fatores têm contribuído para isso, como maior sedentarismo, aumento no consumo de alimentos ricos em açúcares, gorduras e sal, lanches fast food, entre outros”, explica Solange de Oliveira Saavedra, gerente técnica do Conselho Regional de Nutricionistas de São Paulo e Mato Grosso do SulSite externo..

Vale lembrar o conceito que a medicina dá para a obesidade: “Obesidade é um distúrbio da composição corporal definido pelo excesso absoluto ou relativo de gordura corporal e caracterizado por diversas manifestações clínicas singulares. Também pode ser medido pelo Índice de Massa Corporal (IMC) – peso da pessoa dividido por sua altura ao quadrado – acima de 30”, explica Dr. Cley Rocha de Farias, médico endocrinologista do Hospital das Clínicas da FMUSPSite externo..

Com as pessoas com deficiência, esse contexto não é diferente e, para alguns tipos de deficiência, é até pior. “A porcentagem de obesos é elevada, chegando a cerca de duas a três vezes maior, pois essa população tem o gasto energético diário diminuído, que, associado a motivos emocionais, aumenta a ingestão calórica”, explica Dra. Cláudia Cozer, endocrinologista e membro da diretoria da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO)Site externo.. Ela lembra também que algumas situações aumentam as chances de a pessoa ter excesso de peso, como Síndrome de Down eTurnerSite externo., acidentes na coluna vertebral e doenças neuromusculares.

No caso da Síndrome de Down (SD), os pacientes tendem a apresentar um abdômen saliente e tecido adiposo (gorduroso) abundante. “Além disso, eles têm dificuldades para se alimentar e para deglutir, o que pode afetar o seu estado nutricional. Mesmo assim, essas pessoas tem grande probabilidade de apresentar um alto índice de problemas de sobrepeso e obesidade, mesmo com ingestão insuficiente de vitaminas e minerais”, afirma Solange.

Segundo a nutricionista, outro fator que contribui diretamente para essa tendência de excesso de peso é que os indivíduos com Síndrome de Down apresentam um metabolismo basal - quantidade calórica ou energética que o corpo utiliza durante o repouso para o funcionamento de todos os órgãos - cerca de 10 a 15% mais baixo em relação a outros grupos da população. “Como consequência, as crianças com Síndrome de Down gastam menos energia e estarão sujeitas a um ganho maior de peso, podendo chegar à obesidade. Além disso, existe uma tendência a hiperfagia – ingestão compulsiva de alimentos – e episódios compulsivos por alteração no centro hipotalâmico da fome/saciedade, além de terem menor tônus muscular e menor metabolismo”, explica a Dra. Cláudia Cozer.